Clubhouse: como usar a nova rede social para engajar com seu público

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O Clubhouse é a nova rede social do momento. Lançado em abril de 2020, o app já conta com 6 milhões de usuários e tem bombado aqui no Brasil nas últimas semanas. Disponível apenas para dispositivos IOS (por enquanto), os novos usuários precisam ser convidados por quem já está lá dentro para entrar. 

Sempre que surge uma nova rede social, vira um alvoroço e todos querem saber como entrar, como usar e, principalmente, se vale a pena investir na nova plataforma. Então reuni algumas dessas dúvidas neste post, confira! 

Como o Clubhouse funciona?

O diferencial do Clubhouse está no fato da comunicação acontecer apenas por meio de áudio, nada de textos ou fotos. Basicamente, você pode criar ou participar de salas ao vivo sobre os mais variados temas. É uma mistura de podcast com story, tudo ao vivo e por áudio.

Quando encerram uma sala, o conteúdo some e não pode ser ouvido novamente, o que faz com que os usuários tenham que ficar ligados para não perder conteúdo. Você pode participar desses chats como ouvinte ou solicitar ao moderador para participar levantando a mão. 

Também é possível criar sua própria sala e indicar os membros que participarão do chat. Você pode escolher a data e hora para iniciar o novo bate-papo e seus seguidores poderão receber alertas para não ficar de fora. 

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Como engajar com o seu público por lá?

Assim como outras redes sociais, o Clubhouse permite que os usuários possam se tornar influenciadores à medida que seu público aumenta e engaja com seu conteúdo. 

O fato de poder convidar pessoas para participar como moderadores permite uma interação e aproximação maior do que as lives em outras plataformas, em que só é possível comentar, mandar perguntas e convidar uma pessoa por vez. 

O Clubhouse também é uma ótima forma de verificar o interesse do público em diferentes temas e abordagens. Isso porque é muito fácil você encontrar debates dos mais variados assuntos, há salas sobre marketing, finanças, religião, línguas, até fofocas e BBB. Você pode explorar entre 14 temas gerais, como entretenimento, vida, arte, conhecimento, lugares e esportes. 

Estratégia de lançamento

Já que esse é um blog de marketing, vale a pena falar da estratégia de lançamento do Clubhouse. Como já dito, eles disponibilizaram o aplicativo apenas para dispositivos IOS e prometeram lançar para Android em breve. 

Mas nem todos os usuários de iPhone podem entrar, é preciso ser convidado por um amigo que já está dentro da plataforma. Todos esses fatores causam sentimento de escassez através do FOMO – fear of Missing Out ou medo de ficar de fora.

Nós, como seres humanos, temos um viés cognitivo de pensar com escassez, construído a partir de milhares de anos. Um reflexo da estratégia FOMO, que se aproveita do viés de tomada de decisão, é uma necessidade constante de saber o que as outras pessoas estão fazendo. 

Eles se aproveitam de sensações, como “você não pode ficar de fora” ou “só você vai ficar sem” para instigar os usuários e fazer com que o aplicativo se torne um objeto de desejo. 

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Pontos positivos e negativos

Um dos pontos positivos mais fortes da plataforma é a falta da câmera, o que faz com que mais pessoas estejam dispostas a participar, comentar e até iniciar salas. Não é preciso arrumar a casa, se arrumar, nem nada. Só ligar o microfone do celular e pronto! 

Como os podcasts, o Clubhouse permite que você escute o debate enquanto faz outras coisas. Você pode escutar enquanto trabalha, dirige, lava louça, enfim! É possível até usar outros aplicativos no celular enquanto continua ouvindo. 

Em relação aos pontos negativos, está o fato de ter que acompanhar os conteúdos ao vivo, sem a possibilidade de voltar ou escutar depois. Isso fez com que eu passasse muito tempo pulando de sala em sala, pegando conversas pela metade, sem aproveitar nenhum conteúdo mais profundamente. 

Outro ponto é que, devido a essa estratégia de lançamento, apenas usuários de iPhone e que tenham recebido o convite possam participar. Isso faz com que os usuários ainda sejam muito selecionados e reduz a lista de amigos que podem acessar a plataforma. 

Acredito que, com o tempo e a possibilidade de mais pessoas conseguirem entrar na plataforma, ela se torne mais um meio de se comunicar com amigos e debater assuntos em comum, além de apenas consumir conteúdo de criadores. 

Aí fica a dúvida: será o Clubhouse o novo normal da mesa do bar?